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PEC da Blindagem provoca onda de protestos em 33 cidades e expõe crise política no Congresso Nacional

Por Antônio Diógenes – Brasília-DF, 20.09.2025

Aprovação da proposta que limita prisões e processos contra parlamentares mobiliza frentes de esquerda, artistas e movimentos sociais; tensão interna no PT e críticas ao Legislativo marcam o cenário

Movimentos sociais ligados à esquerda, como as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, convocaram para este domingo (21) manifestações em 33 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, contra a chamada PEC da Blindagem e o avanço do projeto de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro.

A PEC, apelidada por críticos de “PEC da Bandidagem”, permite ao Congresso barrar prisões e processos no STF contra deputados e senadores. A aprovação gerou forte desgaste político, especialmente no PT, após 12 deputados da sigla votarem a favor, contrariando a orientação partidária. Eles alegam que o voto fez parte de um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar frear a pauta da anistia — acordo que não se concretizou.

O episódio provocou pedidos públicos de desculpas e notas de retratação, como a do deputado Merlong Solano (PT-PI), que classificou o voto como “grave equívoco”, e de Kiko Celeguim (PT-SP), que disse ter aprendido “uma dura lição”.

Os atos têm apoio de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, que se apresentarão no protesto do Rio de Janeiro, marcado para as 14h no Posto 5 de Copacabana. Em São Paulo, a manifestação será no MASP, na Avenida Paulista, também às 14h, com expectativa de público superior ao registrado no último ato de 7 de setembro. Em Belo Horizonte, o protesto começa às 9h na Praça Raul Soares, com participação de blocos de carnaval e lideranças políticas locais.

Os organizadores adotaram o lema “Congresso inimigo do povo”, criticando a prioridade dada a propostas que beneficiam políticos em detrimento de pautas sociais, como a taxação de super-ricos e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. O Palácio do Planalto orientou ministros a não participarem para evitar ampliar o atrito com o Legislativo.

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