Por Antônio Diógenes – 1º de outubro de 2026
Dados divulgados neste Dia da Pessoa Idosa mostram a dimensão do atendimento público; política nacional de saúde dessa população completa 20 anos em 2026.
Aproximadamente 80% das pessoas idosas no Brasil utilizam exclusivamente os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026. A publicação, feita no Dia da Pessoa Idosa, destaca o papel da rede pública no acompanhamento dessa população.
O ministério apresenta como referência um contingente de cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, equivalente a aproximadamente 17% da população brasileira. Os números contextualizam a demanda por cuidados, no ano em que a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa completa 20 anos.
Na atenção primária, a pasta informa 509,3 milhões de registros de produção voltados a esse público em 2025 e 267,3 milhões no primeiro semestre deste ano. A contabilização reúne atividades como procedimentos, visitas domiciliares, atendimentos individuais e cuidados odontológicos. Esses totais representam ações registradas, e não pessoas diferentes atendidas.
A política nacional estabelece como finalidade preservar e recuperar a autonomia e a independência funcional. Na orientação do ministério, o cuidado precisa considerar as condições de vida, a capacidade de realizar atividades e o apoio disponível no ambiente familiar e comunitário, além dos diagnósticos de doenças.
Essa abordagem reconhece que envelhecer não acontece da mesma forma para todas as pessoas. Ter uma condição crônica, por exemplo, não significa necessariamente perder autonomia. A organização dos serviços deve levar em conta as necessidades individuais, o risco de limitações e a possibilidade de acompanhamento contínuo pelas equipes.
Uma das ferramentas usadas nesse processo é o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional, chamado IVCF-20. A inclusão do instrumento no prontuário eletrônico da atenção primária foi objeto de orientação técnica em 2025. Ele auxilia a identificar vulnerabilidades e a planejar o cuidado, permitindo que as equipes acompanhem mudanças ao longo do tempo.
O atendimento domiciliar também integra a estrutura de cuidado. A estratégia para pessoas idosas na atenção primária busca alcançar, especialmente, quem enfrenta restrições para sair de casa ou necessita de maior apoio. Sua organização envolve equipes de saúde e a participação de familiares e cuidadores, conforme as necessidades identificadas.
Outro recurso é a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, que reúne orientações sobre saúde e direitos e permite registrar informações úteis ao acompanhamento. O material organiza dados que podem apoiar a comunicação entre a pessoa atendida, sua família e os profissionais responsáveis pelo cuidado.
A divulgação neste Dia da Pessoa Idosa evidencia a dimensão do atendimento público nessa faixa etária. Para a população, a utilidade dessas estratégias está na continuidade do acompanhamento e na identificação das necessidades de cada pessoa. A política orienta a integração entre os serviços de saúde e outras áreas de proteção social, com atenção também às famílias e aos cuidadores.
Fontes consultadas
- Ministério da Saúde — Dia da Pessoa Idosa: como o SUS se organiza para cuidar da população que mais cresce no País — publicada em 1º/10/2026, 16h42.
- Agência Gov — 80% da população idosa no Brasil busca cuidados de saúde exclusivamente no SUS — 1º/10/2026, 16h42; reprodução do conteúdo do Ministério da Saúde.
- Ministério da Saúde — Saúde da pessoa idosa — página institucional de contexto.
- Ministério da Saúde — Nota Informativa nº 2/2025 sobre o IVCF-20 — atualizada em 13/3/2025.
- Ministério da Saúde — Atenção domiciliar na APS — página institucional de contexto.
- Ministério da Saúde — Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa — página institucional de contexto.







