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📅 15 de novembro de 2025
✍️ Por Antônio Diógenes – Redação RTV Jaguaribe
Milhares marcham na capital paraense exigindo centralidade dos direitos dos povos originários nas decisões climáticas; evento entra para a história como um divisor político e simbólico da luta socioambiental no Brasil
Belém (PA) – Em pleno feriado da Proclamação da República, a cidade de Belém, que sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), tornou-se palco de um dos maiores atos em defesa da justiça climática e dos direitos dos povos tradicionais já realizados no país. Mais de 25 mil pessoas, entre indígenas, quilombolas, ribeirinhos, ativistas ambientais e representantes de movimentos sociais, tomaram as ruas da capital paraense nesta sexta-feira (15), exigindo a demarcação de terras e a proteção efetiva da Amazônia como eixos centrais da política ambiental brasileira.
A mobilização, que partiu da Praça da República e percorreu pontos simbólicos do centro histórico de Belém, foi liderada por mulheres indígenas de diversas etnias, portando cocares, faixas e cartazes com frases como “Sem território não há futuro” e “Demarcação já!”. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, discursou em frente ao Centro de Convenções Hangar — onde ocorrem os debates diplomáticos da COP — afirmando que o Brasil “não poderá se apresentar como líder climático global sem reconhecer e respeitar aqueles que protegem a floresta há milênios”.
“Não é possível discutir a preservação da Amazônia sem garantir a posse plena dos territórios indígenas. O futuro da humanidade depende do reconhecimento dos direitos originários”, declarou Guajajara, sob aplausos.
O evento teve ampla repercussão nas redes sociais e em veículos internacionais, que destacaram o protagonismo indígena e a pressão popular como diferenciais desta edição da COP. A marcha foi pacífica, com apoio logístico de entidades da sociedade civil e cobertura de mais de 80 veículos nacionais e estrangeiros.
Organizações como APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Greenpeace e Observatório do Clima consideraram o ato “histórico” e afirmaram que a visibilidade conquistada em Belém poderá influenciar diretamente os acordos firmados nos próximos dias.
A realização da COP30 na Amazônia brasileira tem sido considerada um marco geopolítico: além da dimensão ambiental, o evento traz à tona questões estruturais de justiça social, soberania, segurança alimentar e participação democrática dos povos tradicionais nas políticas públicas.
📡 Cobertura em tempo real por Antônio Diógenes direto de Belém
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