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🗞️ RTV Jaguaribe – Jornalismo com Responsabilidade
📅 1º de novembro de 2025
✍️ Por Antônio Diógenes – Redação RTV Jaguaribe

Maior operação policial da história do Rio de Janeiro deixa mais de 120 mortos; moradores denunciam execuções, e organizações de direitos humanos exigem resposta imediata do Estado

Rio de Janeiro (RJ) – A capital fluminense amanheceu em estado de choque nesta sexta-feira (1º), após a deflagração de uma das mais letais operações policiais já registradas no Brasil. A ação conjunta entre forças do BOPE, CORE e Polícia Civil no Complexo da Penha e adjacências resultou, segundo fontes oficiais, em 121 mortes, incluindo quatro agentes de segurança pública. A atuação das forças policiais está sendo fortemente contestada por moradores, entidades civis e especialistas em segurança, que denunciam excessos, execuções sumárias e ocultação de cadáveres.

Moradores relataram que corpos foram retirados por caminhões sem identificação, enquanto perícias deixaram de ser realizadas em algumas cenas de morte. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram ruas tomadas por blindados, helicópteros sobrevoando áreas densamente povoadas e pedidos desesperados por socorro por parte de moradores.

A Defensoria Pública e a OAB-RJ já solicitaram investigações independentes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro afirmou que abrirá inquérito para apurar possíveis violações de direitos humanos e abuso de autoridade.

“Não se trata de segurança pública, trata-se de extermínio de uma população estigmatizada”, declarou em nota a ONG Justiça Global.

A ação se insere num contexto de crescente militarização das favelas cariocas, onde o confronto com facções criminosas tem servido como justificativa para operações de ampla letalidade. Especialistas apontam que o uso desproporcional da força e a ausência de estratégias integradas agravam a exclusão social e alimentam o ciclo de violência.

O governador do estado, em pronunciamento no início da tarde, defendeu a operação como “necessária para retomar o controle da ordem pública”, mas evitou responder sobre as denúncias de abusos. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou esclarecimentos ao Ministério da Justiça e afirmou que “o combate ao crime não pode se sobrepor aos direitos constitucionais da população”.

Diversos protestos e manifestações estão sendo organizados por coletivos de favelas, movimentos sociais e centros acadêmicos, exigindo apuração rigorosa dos fatos e revisão imediata da política de segurança do estado.

📡 Cobertura em atualização constante por Antônio Diógenes.
📸 Instagram: @antoniodiogeness

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