Ação divulgada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, inclui consultas, exames e cirurgias para povos indígenas no Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará.
Por Antônio Diógenes – Jaguaribe/Ceará, 15 de junho de 2026
O Sistema Único de Saúde vai realizar, neste mês de junho, mais de 13 mil atendimentos especializados em territórios indígenas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, e faz parte das ações do programa Agora Tem Especialistas, com execução da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, a AgSUS.
Os mutirões contemplam comunidades indígenas do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. A programação prevê consultas, exames, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas. Também estão incluídos atendimentos em pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia, odontologia e cirurgia geral.
A medida tem relevância nacional porque enfrenta uma dificuldade histórica da saúde pública brasileira: garantir acesso de populações indígenas a serviços especializados. Em muitos territórios, a distância dos centros urbanos, a limitação de transporte, as barreiras culturais e a falta de estrutura tornam o atendimento mais demorado e complexo.
No território Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, a ação está organizada para alcançar mais de 30 aldeias. A previsão inclui atendimento oftalmológico e preparação para cirurgias em pacientes já cadastrados.
No Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena de Macapá concentra parte dos atendimentos especializados. Também estão previstas ações no território indígena Tumucumaque e na Terra Indígena Zo’é. Para facilitar o atendimento à comunidade Zo’é, a operação conta com apoio de mediação linguística.
A proposta dos mutirões é reduzir filas, aproximar os serviços do SUS das comunidades e ampliar o acesso a diagnósticos e tratamentos que, normalmente, exigem deslocamentos longos até cidades maiores.
A iniciativa, no entanto, também evidencia um desafio permanente. Mutirões ajudam a responder a demandas acumuladas, mas não substituem a necessidade de presença contínua do Estado, equipes preparadas, estrutura adequada e atendimento regular nos territórios.
Para os povos indígenas atendidos, a chegada de especialistas pode representar diagnóstico mais rápido, início de tratamento, prevenção de agravamentos e mais dignidade no acesso à saúde.



















