Senador reage após divulgação de áudios sobre pedido de recursos para filme ligado à trajetória de Jair Bolsonaro e nega ter oferecido contrapartida
Por Antônio Diógenes
Publicado em 15 de maio de 2026
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, afirmou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, que não tem preocupação com as suspeitas envolvendo pedido de dinheiro ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A matéria original foi publicada pelo Poder360 em 15 de maio de 2026, às 9h18.
A declaração foi dada depois da divulgação, pelo Intercept Brasil, de áudios nos quais Flávio aparece pedindo recursos para a produção do filme “Dark Horse”. O caso ganhou repercussão política porque envolve um senador, um empresário do setor financeiro e suspeitas que passaram a ser discutidas também no campo eleitoral.
Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos teriam sido usados integralmente na produção do filme. O senador também negou ter oferecido qualquer contrapartida ao empresário. Em nota citada pela reportagem, disse que não promoveu encontros privados fora da agenda, não intermediou negócios com o governo e não recebeu vantagem pessoal.
O episódio ocorre em um ambiente de forte tensão política. O parlamentar atribui as suspeitas a uma tentativa de perseguição e acusa o governo federal de alimentar narrativas contra adversários. A Polícia Federal, segundo a reportagem, apura a possibilidade de valores ligados a Vorcaro terem relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, hipótese negada pelos envolvidos.
A polêmica combina três elementos de alta sensibilidade: financiamento privado, influência política e investigação sobre movimentações de recursos. Embora Flávio Bolsonaro negue irregularidades, o caso amplia o desgaste público e pressiona os envolvidos a explicar a origem, o destino e a finalidade dos valores mencionados.
O tema também ganha peso por ocorrer em um momento de antecipação da disputa presidencial. Como pré-candidato, Flávio passa a enfrentar questionamentos não apenas jurídicos, mas também políticos, sobre transparência e relação com financiadores privados.




















